Autoconhecimento: o mito da caverna de Platão

Entre 380-370 a.C., o filósofo grego, Platão, escreveu em sua obra ‘A República’, uma das metáforas mais importantes da filosofia e que pode ser aplicada até os dias atuais.

O Mito da Caverna, uma das passagens do livro a República, o filósofo retrata o autoconhecimento do ser humano, por meio de seus sentidos, da razão e da linguagem.

Resumindo, Platão queria que as pessoas, ao lerem a obra, pudessem se imaginar em uma situação em que estivessem presos dentro de uma caverna, sem ter nenhum conhecimento do mundo do lado de fora, sem ver a luz, a natureza e outras pessoas, enfim, dentro de si mesmos.

A única coisa que a situação imaginária permitiria a pessoa visualizar, seriam sombras de coisas, pessoas e animais no fundo da caverna, iluminadas por uma simples fogueira. E, de maneira alguma, a pessoa poderia sair desse espaço imaginário e ir até o lado de fora, ver de perto o que seriam as sombras.

Desta forma, o Mito da Caverna de Platão, faz com que as pessoas reflitam da seguinte forma: se eu não conheço, não sofro, não reivindico e menos eu tenho autoconhecimento.

Acomodar-se na situação em que se encontravam

Pode-se dizer que, de certa forma, Platão já aplicava o Coaching naquela época. Sim, pois fazia com que as pessoas pensassem em como seria nascer preso e viver naquela condição, sem chances de mudar de estado e, se tivessem a chance de sair e aprender coisas novas para seu próprio crescimento como seria.

A questão do autoconhecimento, estimulado pelo Mito da Caverna, faz com que o processo de desenvolvimento de competências e habilidades, meta do Coaching, possa levar o profissional ao seu objetivo. No Mito da Caverna de Platão, pensando pela lógica fica a indagação: por que as pessoas iriam querer sair daquele lugar, já que não enfrentariam nenhuma situação de risco?

O risco maior seria sair da caverna e explorar um mundo novo.

Porém, Platão definiu que um dos prisioneiros seria solto e poderia explorar o mundo lá fora, voltando para contar aos outros o que encontrou no desconhecido. Caberia então ao homem encarar o mundo novo, cheio de perigos, situações novas e oportunidades de aprendizado ou fugir e se recolher novamente na caverna.

No Mito da Caverna ocorre a primeira decisão, onde o indivíduo volta e conta o que viu, maravilhado com tanta luz e cor. Os demais, incrédulos, afirmaram que ele estaria louco, por desconhecerem a existência de tantas coisas novas.

5Autoconhecimento-o-mito-da-caverna-de-PlatãoAssim é no mundo de hoje, as pessoas, muitas vezes preferem acreditar em seu próprio mundo ao invés de buscar mais e mais conhecimento e explorar as novidades. O Coaching traz essa oportunidade de novos conhecimentos, de inovar em busca de melhores oportunidades e do tão sonhado sucesso.

A partir desta metáfora, pode-se então ficar preso em seu próprio mundo ou, a partir de novas possibilidades, estudo, conhecimento, ampliar sua visão e crescer cada vez mais.

Enfrentar os riscos e o medo do novo é uma forma de crescimento pessoal, de autoconhecimento e uma grande oportunidade de conseguir o sucesso tão almejado.

E você, vai ficar dentro da caverna ou vai em busca de todas as oportunidades que o mundo te oferece?

1 comentário


  1. Me lembro bem quando vi o filme Matrix a primeira vez. Aquela cena em que o protagonista acorda na cápsula, com vários tubos ligados ao corpo, acordado do seu sonho, liberto da Matrix.
    Minha mente quase explodiu imediatamente com aquela sensação de confirmação de que realmente existia algo lá fora, que não estava visível para os meus sentidos.
    Mas levou muitos anos até que eu descobrisse o mundo do desenvolvimento pessoal e do coaching. E só então descobri o que realmente há no mundo, “fora” daquele meu velho campo de visão.
    Porém aquela certa angústia por descobrir o que havia de errado com o mundo, se transformou em uma necessidade de despertar os outros, desse sonho que me limitava.
    Embora eu saiba que sou eu mesmo que preciso melhorar para promover a transformação do mundo ao meu redor, meu maior desafio continua sendo conviver com quem vive na caverna e não crê no que eu digo, sobre o que existe lá fora.
    Ainda bem que não estamos mais sozinhos nesta missão…

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