Crença limitante: o que é e como tratar

O que eu tenho pra falar contigo hoje é muito importante, e talvez seja um dos pontos que mais faça diferença na vida de uma pessoa durante um processo de Coaching: o que é uma crença limitante e como “tratar” ela.

De cara eu preciso dizer uma coisa pra você… crença é uma coisa tão forte que é difícil combater. É como tentar convencer uma pessoa de que a lua não é um satélite natural da Terra (e pra algumas pessoas essa mesma lua pode ser uma bolinha que é acionada no céu por alguém que puxa uma alavanca). A crença não é um “acreditar” superficial, por isso é difícil atingir essa parte de uma pessoa.

Algumas crenças fortes e que ouvimos no dia a dia são “todos os homens são iguais” e “dinheiro não traz felicidade”, mas existem muitas outras. Cada pessoa tem uma espécie de óculos pra enxergar o mundo, e esse óculos muda a visão de cada um que coloca ele. As crenças são, então, as lentes que ajudam você a perceber o mundo.

Eu to falando sobre crenças superficiais até agora porque quero fazer você entender a base da história. Crenças são “verdades” pré-estabelecidas no mundo de uma pessoa que por alguma razão (ou por repetição, generalização) fazem com que ela enxergue o mundo de determinada maneira.

Se você já tomou choque encostando em um computador, tem a chance de generalizar o acontecimento e adquirir a crença de que toda vez que tocar um computador vai receber um choque. Se todas as vezes que você encostou em um copo levou um choque, a repetição pode levar você a acreditar que isso sempre vai acontecer.

Com base nesses exemplos pequenos, podemos imaginar que uma pessoa toma atitudes com base naquilo que vê (ela é, faz e tem o que é relacionado àquilo), e as crenças estão muito relacionadas a isso. Agora vem a seguinte pergunta: como lidar com as crenças limitantes de um cliente?

Pra mudar crenças exige um treinamento inteeeeeeiro, mas quero dar uma dica concreta agora pra você poder aplicar:

Identificar a crença limitante

Você tem que ter um ouvido atento às frases que o Coachee vai começar a repetir. Eu lembro de uma cliente minha que repetia muito que mulher bonita não podia ser inteligente, porque no mundo dela não dava pra ter os dois atributos. O desdobramento dessa crença era ela não se arrumar. E existem desdobramentos das crenças limitantes na vida do Coachee, então precisar ficar atento a isso.

Como eu, Geronimo, faço quando percebo que uma pessoa repete muito alguma frase no processo de Coaching? Quando eu fazia sessão presencial, escrevia num papel um “C” e do lado a frase que o Coachee dizia. Eu não assumia logo de cara que aquilo era uma crença limitante, o que eu fazia era registrar tudo o que parecesse ser um bloqueador pro que aquela pessoa queria fazer da vida.

Lidar com o problema sem anunciar

Nunca lidei com uma pessoa dizendo “Agora vou atacar essa sua crença”. Quando você fala que existe essa crença, o Coachee se arma e diz que não tem aquilo, se defende. Isso acontece porque esses pensamentos querem sobreviver, e vão arrumar todos os artifícios que puder pra não serem atacados. A forma que melhor funcionou com os meus clientes até hoje é enfrentar de forma naturalmente.

O máximo que eu posso fazer é pedir autorização pra falar disso. Vou dar um exemplo: um Coachee vira pra mim e fala “Ahhh mas se eu não tivesse 50 anos já teria conseguido isso”. Eu posso pedir pra falar um pouco mais sobre essa frase, dizendo que eu achei ela interessante. Se você falar que aquilo é uma crença, já era.

Afastar crenças superficiais

Já vi clientes meus caírem na gargalhada durante o atendimento comigo quando se dão conta de crenças não muito profundas. Uma forma de fazer essa pessoa perceber é generalizar o que ela tá falando pra que ela escute alguém além dela mesma falar daquilo.

Vamos voltar ao exemplo da pessoa com 50 anos. O Coachee vira e fala “Ahh se eu não tivesse 50 anos eu já teria aprendido a mexer nesse telefone, porque já é tarde pra aprender isso”. É aí que você fala “Interessante, deixa só eu entender porque fiquei confuso… quer dizer que pessoas com 50 anos de idade não conseguem aprender a mexer nesse telefone aí?”.

Normalmente, quando não é uma crença profunda, a pessoa fala que não é bem assim, que ela é quem não vai aprender. A partir desse momento a crença ficou exposta, e você pode fazer a pessoa imaginar qual seria o primeiro passo caso ela conseguisse aprender a mexer no tal do telefone.

Outra possível resposta seria a reconsideração: “Pensando melhor, existem pessoas de 50 anos que aprenderiam”. Nesse caso, você poderia pedir exemplos que comprovassem esse pensamento, seguido das características que essas outras pessoas têm que fariam com que elas aprendessem (e a partir disso tentar fazer o Coachee identificar como ele poderia adquirir essas características). Essa manobra já fez você driblar a crença limitante desse cliente.

Fez sentido pra você o que eu dividi contigo? Comenta aqui embaixo se você conseguiu identificar alguma crença limitante em você mesmo ou em alguém com quem você convive!! Vou adorar ler o que você escrever pra mim 🙂

Olha só, acho que você pode curtir esses outros temas…

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